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O Cancheiro está de volta ao Brasil! E, para marcar o retorno de forma triunfal, nada melhor que um clássico valendo o título da Copa Interligas, envolvendo o torneio e as duas equipes não-profissionais que mais figuraram por essas páginas. Ambas, inclusive, buscando o tricampeonato do certame regional e, de quebra, a oportunidade de representar a Grande Floripa no Estadual. Assim, Grêmio Cachoeira e Náutico adentraram o gramado do José Edelvino de Paulo, na Cachoeira do Bom Jesus, para uma decisão histórica.

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O Tricolor da Cachoeira, comandado por Djone Kammers, foi a campo com: Peu; Gui, Marquinhos, Lucas e Dorigon (Romarinho); Xipote, David, Itauê (Henrique) e Carlinhos (Toninho); Bruninho (Christian) e André (Diego Vianna). (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O escrete do Santinho, treinado por Tiago Vargas, foi escalado com: Caynã; Bahuan (Ernesto), Eduardo, Vini e Dudu; Jardel (Willian), Lukinhas (Thiaguinho), Fillipy (João) e Jube (Bruno Fermino); Bruninho Abdala e Bruno Almeida. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Marcos Vinícius de Oliveira Matias comandou a decisão, auxiliado por André Eduardo da Silveira e Elton Cardoso Piuco. Kleber Rischter foi o quarto árbitro. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Nem que fosse combinado teríamos um jogo tão especial nesse retorno aos gramados catarinenses. Da Argentina, acompanhamos o desenrolar dessa Copa Interligas. O torneio, tradicional por envolver todas as ligas da Grande Floripa, vem em seu segundo ano seguido desfalcado, contando apenas com os times de São José e Florianópolis. A diferença para a edição do ano passado foi a quantidade de times, que dobrou – quatro de cada cidade.

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Rivais perfilados no José Edelvino de Paulo para mais uma decisão. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Manoel de Paula Machado, o grande Dequinha, comandante da Liga Florianopolitana de Futebol, deixou suas palavras na abertura da final. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O cumprimento de Itauê e VIni, duas peças-chave de Grêmio e Náutico na conquista das últimas Interligas. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O atual campeão Náutico, do Santinho, teve um caminho complicado para regressar à decisão. Deixou para trás os josefenses Atlântico, nos pênaltis, e Americano, na reedição da última final. O Tricolor da Cachoeira, por sua vez, eliminou o Juventus e o Botafogo, os outros dois escretes de São José, com mais facilidade, chegando à final com 100% de aproveitamento. No Santinho, já pelo jogo de ida, o Grêmio manteve a escrita e fez 2 a 0 no rival, levando uma baita vantagem para a finalíssima na Cachoeira do Bom Jesus.

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As taças a postos esperando o novo tricampeão da Interligas – e que empataria como maior vencedor da competição com o Ajax, do Saco dos Limões. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Antes do duelo, Djone Kammers falou em fazer história no Grêmio Cachoeira. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O time do Santinho, acostumado com decisões – além da Interligas, venceu o Municipal do ano passado contra o próprio Grêmio -, ignorou o péssimo resultado no jogo de ida e foi com tudo para cima do rival. Ainda assim, nem o mais otimista torcedor do Náutico imaginaria que o clube abriria a conta tão cedo. Com apenas um minuto de bola rolando, Fillipy cobrou escanteio no meio da área, André cortou e, no meio da confusão, a bola explodiu na mão de algum defensor do Grêmio. O lance foi prontamente flagrado pelo árbitro, que assinalou o pênalti. Na cobrança, Bahuan disparou à meia altura e abriu o placar.

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Sem maiores dificuldades, o lateral foi lá e converteu a penalidade logo no primeiro minuto de jogo.(Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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O primeiro gol não poderia ter saído em melhor momento. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Impulsionado pelo gol relâmpago, o Náutico persistiu em sua insana pressão. O Grêmio, acostumado a ter o domínio da bola e da meia-cancha, simplesmente não conseguia se encontrar em campo. A marcação alta dos visitantes ainda gerou duas grandes chances antes dos 10 minutos: primeiro numa bola enfiada de Jube para Fillipy, mas Peu fechou bem o ângulo e salvou e, logo depois, numa cobrança de falta da meia-lua, mais uma vez defendida pelo seguro arqueiro tricolor.

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Marcos Vinícius de Oliveira Mathias em cima do lance. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O Grêmio só conseguiu finalizar ao arco de Caynã em um petardo venenoso de David, que quase complicou a vida do arqueiro. Ainda assim, o lance não significou nenhuma melhora para o Grêmio. O Náutico seguiu dominando as ações. Aos 23, Bahuan teve espaço pela esquerda e cruzou na medida para Bruno Almeida mandar de voleio, mas Peu, outra vez gigante, espalmou à queima-roupa.

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Torcedor do Inter apoiando o Grêmio? Sim, em Floripa é possível. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Quando tudo indicava que o Náutico chegaria em questão de minutos ao gol que empataria o placar agregado, eis que surge uma traiçoeira bola parada em favor do Grêmio. Carlinhos cobrou a falta no meio da área, a pelota foi desviada por um defensor e acabou traindo o goleiro Caynã.

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Mesmo com o desvio, o gol de empate foi atribuído ao camisa 10 tricolor. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O empate foi um verdadeiro balde de água fria nos do Santinho. Criando muito mais e jogando com maior intensidade até então, o Náutico se viu de volta à estaca zero. O Tricolor aproveitou o momento e equilibrou as ações. Aproveitando os buracos da zaga do Náutico, os atacantes do Grêmio saíram ao menos três vezes cara a cara com o arqueiro rival, que soube contornar bem a situação de perigo. Do outro lado, Jube ainda arriscou do meio da rua, mas Peu novamente pegou.

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Saída corajosa de Caynã, que dividiu canela com canela com o centroavante André. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Findada a movimentada etapa inicial, que teve todos os ingredientes de um grande clássico, era nítido o desapontamento dos visitantes. Sem deixar a peteca cair, o clube do Santinho voltou com uma postura semelhante para o segundo tempo. Logo nos primeiros minutos, Jube bateu falta colocada, mas novamente parou em Peu, que desviou com as pontas dos dedos. Depois, foi a vez de Dudu arriscar de longe, de três dedos, e tirar tinta do poste.

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O gigante Peu não deixou passar nenhuma. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Dudu arriscou com a parte externa do pé e quase surpreendeu a todos. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

O Grêmio, por sua vez, se fechou na defesa e aproveitou os naturais espaços que o Náutico deixaria para contragolpear. Assim, Carlinhos fez fila pela esquerda e bateu na saída de Caynã; seria um golaço se Eduardo não salvasse em cima da linha. Diego Vianna, que entrou na vaga de André, também teve suas chances, mas parou na esforçada defesa rival. Sem mais pernas e contando com desfalques no decorrer da partida – Jube e Bahuan saíram sentindo -, o Náutico sequer conseguiu voltar a diminuir no placar agregado e viu o maior rival ficar com o caneco da Interligas.

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Itauê rasgando para ajudar na defesa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Djone Kammers questionou uma marcação da arbitragem, que não quis papo e o expulsou. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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A torcida tricolor, em uma improvisada arquibancada sobre um caminhão, soltou o grito de “o campeão voltou” ainda antes do apito final. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

Mais fotos dos últimos 90 minutos da final (lembrando que a galeria completa estará em nossa página no Facebook. Curte lá que o blog está apenas começando a sua temporada no Brasil)

O 3 a 1 no agregado rendeu não só o tricampeonato ao Tricolor da Cachoeira do Bom Jesus, como também a vaga para o Estadual de Amador. Em novo formato, o Grêmio já tem tabela definida: enfrenta, em jogos de ida e volta, o atual campeão estadual Metropolitano, de Nova Veneza. Quem ganhar dessa semifinal, enfrenta Rio do Ouro, de Itajaí, ou Flamengo, de Jaraguá do Sul – infelizmente, o Oeste foi escanteado dessa edição.

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Como é tradição das competições de Florianópolis, os campeões entregaram as medalhas de vice. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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E vice-versa. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Manoel de Paula Machado entregou o troféu de vice-campeão ao Náutico.
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Júnior Goulart, assessor de competições da FCF, foi o encarregado de entregar a mais cobiçada taça ao capitão Itauê, do Grêmio. (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)
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Grêmio tricampeão da Copa Interligas! (Foto: Lucas Gabriel Cardoso)

As fotos da festa tricolor – que contou até com desfile em caminhão

Mas voltando à nossa realidade catarinense, o Estadual, como de praxe, se fará presente aqui pelo blog. Antes disso, ainda tem muito futebol amador, com os municipais e ligas Santa Catarina afora, e profissional, com a reta final da nossa querida Segundona.

Empolgação é o que não falta para esse segundo semestre!

Até logo!